le que aumenta haha =D

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29 de out. de 2012

days clear 45

Você já se sentiu viciado ?
Como se precisasse daquilo pra viver?
talvez não para viver, mais para aguentar mais um dia?
eu me sinto sufocada, morta talvez, como se tivesse matando alguém dentro de mim,alguém que nunca devia ter nascido, uma janaína bastarda que faz mal a todos a sua volta, mas ao mesmo tempo só tinha a intenção de se ajudar.
é como se procurasse a cura de um problema com outro, é como se atirasse pro alto e rezasse para a certar o alvo, é algo inutil.
algo que nem mesmo a ciência poderia explicar, seria até desprezivel a tentativa de tal coisa, não se estuda os vicios, geralmente tentamos a cura, e se não der certo, inibimos a chegada da pessoa de tal ''droga''.
e se aquilo que me viciasse estivesse nas minhas mãos, nas minhas unhas pra ser mais exata, e se aquilo que me ajuda a parar de chorar, é aquilo que mais me magoa,mais me machuca.

Já se sentiu na escuridão? Gritando infinitamente a procura de alguém que viesse correndo te abraçar?
alguém que entendesse o que você esta passando ?
Não que eu seja sozinha, não que eu não tenha ninguém, pudesse eu culpar isso a minha solidão, talvez, falte apenas alguém que me entenda, que apenas me abraçe e não pergunte o porque, talvez se isso tivesse ocorrido antes, não haveria dor, não haveria vicio, não haveria causa, não haveria solidão.
mais apesar de tudo, talvez se não houvesse ocorrido antes, aconteceria agora, se acontecesse agora, eu não teria começado a superar, eu não teria, tentado matar meu vicio,talvez até eu não estivesse com você agora.
Apesar de com todas as minhas forças estar lutando, contra essa vontade que me domina, esse vicio que não se da por satisfeito de quase me arrancar a vida, quase acabar com os fluidos (apesar de serem de dor e necessarios),outro tipo de vicio me domina, um vicio que todos sofrem, sim sofrer, as vezes começa mal e acaba bem, as vezes começa bem e acaba mal, as vezes não acaba , as vezes não começa. vicio esse que é capaz de matar e de ser morto, vicio esse que origina todos os outros, o que você acha que origina os alcoolicos, os drogados, os selfcutters? facilmente te leva a depressão e te faz esquecer do mundo, as pessoas sofrem pela falta dele e pela perda.
Eu sei que você já sabe do que eu estou falando, mas eu ainda ressalto, que tudo se origina dele, pela falta ou pela perda, se você está mal porque alguém morreu, é porque sente que deixou de ser amado pela pessoa, saudade ? saudade só se tem quando se ama, perdeu o emprego? se não gostasse dele não se sentiria mal não é ?, prendeu o emprego e está mal porque não terá mais dinheiro para alimentar a sua familia?, eu sei que você vai até o fim do mundo para poder consiguir dinheiro para alimenta-los, nem que você passe fome, porque eu sei que você os ama, se sente sozinho porque sente que ninguém te AMA, não tem atenção dos seus pais, e sente que eles não te AMAM.
eu sei que começei o texto bem diferente do que vou terminar, mais eu queria que vocês entendessem, que a maioria das pessoas que sofrem por qualquer coisa, é falta de amor, dos outros por ele, dele pelos outros, ou dele por ele mesmo, talvez se as pessoas se amasse, amassem uns aos outros, não haveria tanta tristeza no mundo, tanta ambição tanto poder, seriamos socialistas? talvez não, talvez o estado laico seria respeitado,talvez a maneira de cada um ser também, talvez se tivesse mais amor fosse diferente, talvez aprendessemos que o amor não é igual se ve na novelas, um casal, e sim um pelo outro eu por você você por seus amigos, e todos amando a si próprios.

20 de out. de 2012

queria lhe contar algo ...

ontem dia 19/10, eu estava na praça com a minha amiga, Daiane, nisso meu outro amigo, João chegou com o skate dele , Daiane e joão ficaram conversando e eu peguei o skate dele e sai andando, eu apensa sei andar em linha reta e curvas , sou noob, nisso, chegou um menino, e falou que eu andava bem , tinha equilibrio e tals, ai ele ficou me ensinando a posicioamento certo e o caralho a 4, nisso eu cai >< , ta pularemos essa parte, eu parei um pouco pois estava cansada, e resolvi dar a volta na praça, nisso no coreto, tinha uns menininhos de uns 13 e 14 anos, andando de skate, para chamar a atenção de algumas garotas, e essas garotas correspondiam, e chamaram os tais meninos para conversar , pelo simples fato de eles saberem andar de skate, o que mais me revolta, é que essa era a intensão desdo começo, desde que eles começaram a aprendera andar de skate, era ficar com meninas, não era por gosto ou qualquer outra coisa.
Bom hoje, eu falei ao meu irmão que tinha aprendido manobra no skate , e coisa e tal, ele simplesmente falou foda-se, e disse que isso era coisa de maconheiro, eu acho que esse grupinhos de rap, estão dando a sociedade uma visão errada de tudo isso, e as pessoas que realmente gostam de andar de skate e não estão aprendendo por modinha, e essas pessoas que realmente gostam de fumar maconha , não por modinha mais porque seilá, querem um escape do mundo, estão sendo prejudiados, concordo que maconha faz mal, mas entendam, existem pessoas babacas que estõ fumando por modinha, pra chamar atenção, para conseguir um namorada(o), pois é, é nisso que estamos vivendo e acreditando sermos felizes, simplesmente não enxergando a realidade.
(nomes ficticios)

27 de ago. de 2012

vou postar algumas frases do meu bloco de notas aqui, todos feitos por mim..

Ela olhou pro espelho e sorriu, tentando se convenser que era feliz, enquanto o sangue escorria pelo seus braços.

-seria otimo
-seria
- e agora ?
- a gente se beija e fim.


De que tamanho é o vazio que as pessoas tentam preencher com coisas ?

Ela olhou para a ''torcida'' ninguém a apoiava. se sentiu derrotada antes mesmo de terminar o jogo.

Ela não sabia se era drama, mas sabia que não ia chegar a lugar nenhum com isso.

As vezes se você mata algo pode estar matando a si mesmo,não sabemos o quanto de nós há nos outros.

E ela repetiu:
- eu me odeio , eu me odeio, eu me odeio, e atualmente era a unica coisa que sabia falar de si mesma.

E ela inspirava e algo tomava conta dela. aquele lugar tinha cheiro de medo.

eu te amo. Disse ela então para o homem que o unico crime impunivel era o de não quere-la. (clarisse lispector)

E mesmo com olhos escuros, aqueles olhos irradiavam a clareza de sua alma.

Pois quando me sinto fraco é então que sou forte.

A beleza é para mentes fracas que valorizam a mediocriedade.Valorize o proximo e está valorizando a si mesmo.

A esperaça é a ultima que morre, mais a primeira que desiste.

25 de jun. de 2012

Memoria de um sargento de milicia

Memórias
 de um Sargento de Milícias
 surgiu como um romance de folhetim, ou seja, em capítulos, publicados semanalmente no jornal Correio Mercantil, do Rio de Janeiro, entre junho de 1852 e julho de 1853. Os folhetins não indicavam quem era o autor. A história saiu em livro em 1854 (primeiro volume) e 1855 (segundo volume), com autoria creditada a “Um Brasileiro”. O nome de Manuel Antônio de Almeida
 aparecerá apenas na terceira edição, já póstuma, em 1863. 

ENREDO 
Por ser originariamente um folhetim, publicado semanalmente, o enredo necessitava prender a atenção do leitor, com capítulos curtos e até certo ponto independentes, em geral contendo um episódio completo. A trama, por isso, é complexa, formada de histórias que se sucedem e nem sempre se relacionam por causa e efeito.

“Filho de uma pisadela e de um beliscão” (referência à maneira como seus pais flertaram, ao se conhecer no navio que os conduz de Portugal ao Brasil), o pequeno Leonardo é uma criança intratável, que parece prever as dificuldades que irá enfrentar. E não são poucas: abandonado pela mãe, que foge para Portugal com um capitão de navio, é igualmente abandonado pelo pai, mas encontra no padrinho seu protetor. Esse é dono de uma barbearia e tem guardada boa soma em dinheiro.

A origem pouco digna desse capital – o barbeiro desviou a herança que um capitão moribundo deixara à sobrinha – só será revelada posteriormente. A fórmula “arranjei-me” sintetiza, no romance, a explicação dada pelo barbeiro para a posse do dinheiro. O autor acaba por dizer que muitos “arranjei-me”, equivalentes ao atual “jeitinho brasileiro”, se explicam assim, e estende essa representação de sua história a toda a sociedade da época.

As aventuras e desventuras de Leonardo, que o autor faz desfilar diante dos leitores com dinamismo, conduzem o protagonista a apuros dos quais ele sempre se salva, graças a seus protetores. Leonardo é um personagem fixo no romance, suas características básicas não mudam. 

TEMPO 
A história se passa no começo do século XIX, ocasião em que a família real portuguesa se refugiou no Brasil. Por isso, o romance tem início com a expressão “Era no tempo do rei”, referindo-se ao rei português dom João VI. Essa fórmula também faz referência – e isso é mais relevante para entender a estrutura do romance – aos inícios dos contos de fada: “Era uma vez...” 

NARRADOR 
Apesar do título de “memórias
”, o romance não é narrado pelo personagem Leonardo, e sim por um narrador onisciente em terceira pessoa, que tece comentários e digressões no desenrolar dos acontecimentos. O termo “memórias
” refere-se à evocação de um tempo passado, reconstruído por meio das histórias por que passa o personagem Leonardo. 

ORDEM E DESORDEM 
Duas forças de tensão movem os personagens do romance: ordem e desordem, que se revelarão características profundas da sociedade colonial de então.

A figura do major Vidigal representa o polo que, na história, cuida da ordem: “O major Vidigal era o rei absoluto, o árbitro supremo de tudo que dizia respeito a esse ramo de administração
; era o juiz que dava e distribuía penas e, ao mesmo tempo, o guarda que dava caça aos criminosos; nas causas da sua justiça não havia testemunhas, nem provas, nem razões, nem processos; ele resumia tudo em si (...)”.

A estabilidade social representa a ordem, enquanto a instabilidade se refere à desordem. Dessa forma, o barbeiro, completamente adequado à sociedade, ao revelar as origens pouco recomendáveis de sua estabilidade financeira, evoca no seu passado a desordem.

Personagens como o major Vidigal, a comadre, dona Maria e o compadre pertencem ao lado da ordem. Mas os personagens desse polo nada têm de retidão, apenas estão em uma situação social mais estável.

O polo da desordem é formado pelo malandro Teotônio, o sacristão da Sé e Vidinha. A acomodação dos personagens, tanto na ordem como na desordem, está sujeita a uma mudança repentina de polo, ou seja, não existe quem esteja totalmente situado no campo da ordem nem no da desordem. Não há, portanto, uma caracterização maniqueísta dos tipos apresentados.

O major Vidigal, por exemplo, um típico mantenedor da ordem, transgride o código moral ao libertar e promover Leonardo em troca dos favores amorosos de Maria Regalada. 

ROMANCE MALANDRO 
Nos estudos sobre a obra, houve uma linha de interpretação que, seguindo as indicações de Mário de Andrade, e tendo como base o enredo episódico do livro, classificou o romance como uma manifestação tardia do “romance picaresco”, gênero popular espanhol medieval dos séculos XVII e XVIII.

O gênero picaresco – do qual o mais ilustre representante é o romanceLazareto de Tormes – caracteriza-se por narrar, em primeira pessoa, os infortúnios de um pícaro, um garoto inocente e puro que se torna amargo à medida que entra em contato com a dureza das condições de sobrevivência. Por isso procura sempre agradar a seus superiores. O pícaro tem geralmente um destino negativo, acaba por aceitar a mediocridade e acomodar-se na lamentação desiludida, na miséria ou num casamento que não lhe dá prazer algum.

Nenhuma dessas características está presente em Memórias
 de um Sargento de Milícias
. Leonardo não é inocente. Ao contrário, parece já ter nascido com “maus bofes”, como afirma a vizinha agourenta. Também não é totalmente abandonado, tendo sempre alguém que toma seu partido e procura favorecê-lo.

Ele ainda desafia seus superiores, como o mestre-de-cerimônias e o Vidigal. Por fim, Leonardo não encontra um destino negativo, pois se casa com o objeto de sua paixão (Luisinha, a sobrinha de dona Maria), acumulando cinco heranças e granjeando uma promoção com o major Vidigal.

Existem, de fato, algumas semelhanças entre Leonardo e os personagens picarescos. Uma é a atitude inconsequente do protagonista, que o leva, por exemplo, a esquecer-se rapidamente de Luisinha ao conhecer Vidinha. Depois, o amor antigo retorna, mas nada dá a entender que não possa acabar novamente. Essas semelhanças, porém, são superficiais, por isso é problemática a classificação de Memórias
 de um Sargento de Milícias
 como romance picaresco. 
O que se vê é que Manuel Antônio de Almeida
 foge completamente ao idealismo romântico de sua época. Se há traços românticos em sua obra, eles estão no tom irônico e satírico que assume o narrador.

A conclusão possível é que estamos diante de um novo gênero nacional, que se constrói em torno da figura do malandro, personagem que tem influências popularescas, como Pedro Malasarte; mas é urbano e relaciona- se socialmente com as esferas da ordem e da desordem, já citadas. 
É mais apropriado, por isso, classificar essa obra como um “romance malandro”, de cunho satírico e com elementos de fábula. Esse gênero frutificará em vários romances posteriores, como Macunaíma, de Mário de Andrade, e Serafim Ponte Grande, de Oswald de Andrade.