Tchau, 2011! E obrigado, viu? É, obrigado. (…) Hoje me perguntaram se você tinha valido a pena, dois-mil-e-onze. E então respondi: 2011. Tá acabando feliz, não é? Gente sabendo que vai perder os outros e antecipando saudade, gente ficando junto, gente comemorando, gente, gente, gente. Quanta gente, viu? Mas 2011 me ensinou bastante coisa. Eu amei e fui amado, mas não deu certo não, sabe? Eu amei e não fui amado. E como doeu. Mas eu cresci, endureci e esfriei. Eu fui amado e não correspondi também. E me senti culpado por isso. Eu perdoei erros imperdoáveis e conheci pessoas incríveis. Perdi pessoas que nunca achei que perderia e também perdi pessoas que achei que não viveria sem ou que não teria graça. Aprendi também que só preciso de mim pra viver, pra respirar. Aprendi que não importa quantos para sempres prometamos, nunca devemos desistir deles. Por mais que não exista. Essa história de antecipar é muito ruim, viu? Dois mil e onze me provou mais de uma vez que nunca não existe, e mesmo assim insisti em acreditar. Eu quebrei a cara muitas vezes também. E dei sorrisos de orelha a orelha que mereciam um quadro e uma história bonita. Eu mudei de visual só pra ver se ficava melhor também. Eu enjoei de manias que nunca achei que enjoaria. Eu me apaixonei por músicas e achei que nunca ia parar de ouvi-las. Eu me iludi, eu criei expectativas e aprendi. Aprendi e não coloco em prática. Aprendi que ninguém precisa de amor pra ser feliz, mas também não vai ser feliz sem amor. Já tive dores que não cabiam num só peito. E que foram parar em ombros de amigos, em abraços e até mesmo em lágrimas. Eu abandonei pessoas por medo de machucá-las. Eu nasci, eu escrevi e senti. Eu amadureci, eu cresci e aprendi. Me perdi várias vezes também. Eu senti falta, senti saudades e sinto até hoje. Tenho nostalgias que sei que nunca sairão do peito, mas agradeço pelo momento ter acontecido. Eu fiz histórias pra contar e ralei algumas vezes o joelho. Eu aprendi que as pessoas não merecem me ver triste. Nem as que se importam, nem as que torcem pela minha decadência. Eu transbordei sentimentos, mas também tive secas deles. Eu lamentei e me arrependi. Eu troquei diversão por felicidade mais de várias vezes. Eu senti bastante, senti muito. Morri, renasci, cresci, aprendi e morri de novo. Isso várias vezes. E aprendi que, algumas coisas simplesmente valem a pena. Por mais que doam, valem a pena. Aprendi também que certas pessoas não valem a dor que causam. E perdi a conta de quantas vezes fui dormir pensando que era o fim do meu mundo e quando acordei na manhã seguinte já estava tudo bem. Mas no fundo, bem lá no fundo: Eu aprendi que nós é que fazemos nossa felicidade. E quando queremos, somos, temos e conseguimos. Por mais dificil que seja, não se desiste do que quer. E aprendi também, que saudade mata. E que em 2012, vou morrer a cada vez que lembrar desse tal professor de sobrevivência, desse tal dois-mil-e-onze, que me fez sentir tantas coisas em apenas uns 12 meses. E a pessoa ficou lá, não sabia se chorava ou sorria. Intacta. Me deu um abraço e disse: “É, tem razão. Eu te amo, viu?” e me beijou. A pessoa é minha namorada. Disse que não me amava e que eu deveria partir pra outra, como ela fez. Mas eu não desisti dela não. Porque? Ah, certas pessoas valem a pena. Certas histórias valem a pena escrever. Fazem um bem danado31 de dez. de 2011
Tchau, 2011! E obrigado, viu? É, obrigado. (…) Hoje me perguntaram se você tinha valido a pena, dois-mil-e-onze. E então respondi: 2011. Tá acabando feliz, não é? Gente sabendo que vai perder os outros e antecipando saudade, gente ficando junto, gente comemorando, gente, gente, gente. Quanta gente, viu? Mas 2011 me ensinou bastante coisa. Eu amei e fui amado, mas não deu certo não, sabe? Eu amei e não fui amado. E como doeu. Mas eu cresci, endureci e esfriei. Eu fui amado e não correspondi também. E me senti culpado por isso. Eu perdoei erros imperdoáveis e conheci pessoas incríveis. Perdi pessoas que nunca achei que perderia e também perdi pessoas que achei que não viveria sem ou que não teria graça. Aprendi também que só preciso de mim pra viver, pra respirar. Aprendi que não importa quantos para sempres prometamos, nunca devemos desistir deles. Por mais que não exista. Essa história de antecipar é muito ruim, viu? Dois mil e onze me provou mais de uma vez que nunca não existe, e mesmo assim insisti em acreditar. Eu quebrei a cara muitas vezes também. E dei sorrisos de orelha a orelha que mereciam um quadro e uma história bonita. Eu mudei de visual só pra ver se ficava melhor também. Eu enjoei de manias que nunca achei que enjoaria. Eu me apaixonei por músicas e achei que nunca ia parar de ouvi-las. Eu me iludi, eu criei expectativas e aprendi. Aprendi e não coloco em prática. Aprendi que ninguém precisa de amor pra ser feliz, mas também não vai ser feliz sem amor. Já tive dores que não cabiam num só peito. E que foram parar em ombros de amigos, em abraços e até mesmo em lágrimas. Eu abandonei pessoas por medo de machucá-las. Eu nasci, eu escrevi e senti. Eu amadureci, eu cresci e aprendi. Me perdi várias vezes também. Eu senti falta, senti saudades e sinto até hoje. Tenho nostalgias que sei que nunca sairão do peito, mas agradeço pelo momento ter acontecido. Eu fiz histórias pra contar e ralei algumas vezes o joelho. Eu aprendi que as pessoas não merecem me ver triste. Nem as que se importam, nem as que torcem pela minha decadência. Eu transbordei sentimentos, mas também tive secas deles. Eu lamentei e me arrependi. Eu troquei diversão por felicidade mais de várias vezes. Eu senti bastante, senti muito. Morri, renasci, cresci, aprendi e morri de novo. Isso várias vezes. E aprendi que, algumas coisas simplesmente valem a pena. Por mais que doam, valem a pena. Aprendi também que certas pessoas não valem a dor que causam. E perdi a conta de quantas vezes fui dormir pensando que era o fim do meu mundo e quando acordei na manhã seguinte já estava tudo bem. Mas no fundo, bem lá no fundo: Eu aprendi que nós é que fazemos nossa felicidade. E quando queremos, somos, temos e conseguimos. Por mais dificil que seja, não se desiste do que quer. E aprendi também, que saudade mata. E que em 2012, vou morrer a cada vez que lembrar desse tal professor de sobrevivência, desse tal dois-mil-e-onze, que me fez sentir tantas coisas em apenas uns 12 meses. E a pessoa ficou lá, não sabia se chorava ou sorria. Intacta. Me deu um abraço e disse: “É, tem razão. Eu te amo, viu?” e me beijou. A pessoa é minha namorada. Disse que não me amava e que eu deveria partir pra outra, como ela fez. Mas eu não desisti dela não. Porque? Ah, certas pessoas valem a pena. Certas histórias valem a pena escrever. Fazem um bem danado
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